ARTISTAS

Adriano Wilfert Jensen

Adriano Wilfert Jensen trabalha com coreografia para analisar e produzir condições de relações. A sua prática manifesta-se no fazer, na performance, na curadoria, no representar e o lidar com coreografia, bem como outras ocupações como passar tempo a fazer cocktails, publicações, projetos de investigação, ensino, etc. Ele trabalhou com artistas como Mårten Spångberg, Anne Imhof e Dora Garcia. Desde 2014, juntamente com Simon Asencio, ele co-dirige Galerie – uma galeria imaterial para obras de arte imateriais. E, juntamente com Emma Daniel, Linda Blomqvist e Anna Gaïotti, ele co-organiza o Indigo Dance no Performing Arts Forum.

https://adrianowj.wordpress.com  | http://www.galerie.international

© Paula Court

Andros Zins-Browne

Andros Zins-Browne (1981, Nova Iorque) é um coreógrafo americano que mora e trabalha em Bruxelas. Seu trabalho consiste em produzir ambientes híbridos e ao vivo numa interseção entre instalação, performance e dança conceptual. As performances de Zins-Browne foram apresentadas no Centro Pompidou, DeSingel, EMPAC, HAU, ICA London, Kaaitheater, MDT, Stedelijk Museum Amsterdam e o Impulse Festival, neste último recebeu um Goethe Institute Award para o espetáculo “The Host”. O seu solo,“Already Unmade”, comissionado pela Fundação Boghossian, foi realizado recentemente no BOZAR Museum em Bruxelas e no Museu Whitney na cidade de Nova Iorque. Em 2013, Andros fundou The Great Indoors, uma associação para investigação e produção artística.

Ana Vujanović

Ana Vujanović (Berlim / Belgrado) trabalha na área cultural – investigadora, escritora, dramaturga, activista – nas artes performativas e cultura contemporânea. Ela é membro do colectivo editorial da TkH [Walking Theory]. Ela é convidada para dar palestras em várias escolas em toda a Europa e atualmente é membro da equipa da SNDO Amsterdam. Ela participa como dramaturga em projetos artísticos dentro de vários contextos como performance, teatro, dança e vídeo/filme. Ela publicou uma série de artigos e quatro livros, mais recentemente Public Sphere by Performance, com B. Cvejić (Berlim: b_books, 2015).

http://www.anavujanovic.net

Björn Säfsten

No trabalho e na prática artística do coreógrafo Björn Säfsten, o corpo e a mente e as acções que conectam estes, são escrutinados, dissecados e expostos. O foco é criar um “outro corpo”, outra noção de fisicalidade humana, dando vida às imagens que problematizam visualmente a nossa noção de natureza humana. A prática física expõe imagens que ocorrem a partir de uma determinada acção física, num método casual. O trabalho, portanto, vai se alterando visualmente e curva-se, muitas vezes moldando-se enquanto se realiza, actualizando-se a ele próprio para cada novo encontro com público. A companhia de Björn Säfsten é a Säfsten Production e funciona como plataforma para criatividade e experimentação coreográfica. Um nó de pontos de vista teóricos e práticos, onde artistas juntam-se para para especular e visualizar criticamente coreografia, política, linguagem e produção de identidade. Através de diferentes tipos de conceitos e trabalhos em palco, ambos auto-iniciados e comissionados, Björn Säfsten cria arte coreográfica em estreita colaboração com sua actual equipe artística. Säfsten é investigador na The University of Fine Arts Umeå Sweden 2012 – 2015, onde desenvolveu o projeto De-creation de uma praxis anfíbia com o Filósofo Per Nilsson. Atualmente, Säfsten está a circular com seus trabalhos Prologue (2016) e está a criar um nova produção ”Landscapes of I” em co-produção com Riksteatern Suécia com estreia em 2018.

http://www.bjorn-safsten.com

Chrysa Parkinson

Chrysa Parkinson é uma performer cujos os seus trabalhos mais recentes incluem as performances com Boris Charmatz, Jonathan Burrows, Mette Ingvartsen e Rosas / Anna Teresa DeKeersmaker. Ela foi membro do ZOO / Thomas Hauert de 2001 a 2010, e também trabalhou com Philipp Gehmacher, Eszter Salomon, John Jasperse, Deborah Hay, Alix Euynadi, Meg Stuart e David Zambrano. Ela foi membro da Tere O’Connor Dance de 1987 a 2002.

https://vimeo.com/chrysaparkinson

© Julian Hatwell

Daniel Kok

Daniel Kok estudou Fine Art & Critical Theory no Goldsmiths College (Londres), Solo / Dance / Authorship (SODA) na HZT (Berlim) e completou o Advanced Performance and Scenography Studies (APASS, Bruxelas). Em 2008, ele ganhou o Young Artist Award do National Arts Council (Singapura). Os seus trabalhos foram exibidos na Ásia, Europa, Austrália e América do Norte, nomeadamente no ImpulsTanz (Viena) e Festival / Tóquio. Como pole dancer, ele representou Singapura no International Pole Championships 2013 (Finalista). Em 2017, foi comissariado pelo Singapore International Festival of the Arts para dirigir “MARK”, um trabalho massivo de desenho e dança em diferentes espaços públicos. Ele está a explorar a noção de Trans-Individualidade no seu novo trabalho: “xhe”.

www.diskodanny.com

Hana LEE Erdman

Hana Lee Erdman é uma artista e coreógrafa residente entre Berlim e Estocolmo. Ela produz danças com pessoas como Louise Dahl, Allison Lorenzen e Jassem Hindi, e trabalhou em produções de Mårten Spångberg, Keith Hennessy, Isabelle Schad, Sara Shelton Mann e Marysia Stokloska. Tem o Mestrado da Universität der Künste Berlin, (HZT).

Inês Moreira

Inês Moreira é arquitecta, investigadora e curadora. Os seus projectos curatoriais pesquisam espaços específicos (como hangares pós-industriais, edifícios históricos incendiados, arquitecturas menores, ou museus abandonados) e exploram modos de investigação/produção nas intersecções da arte, arquitectura, tecnociência e humanidades. Investigadora de Pós-Doutoramento no Instituto de História da Arte (FCSH-Universidade Nova de Lisboa), Doutora em Curatorial/Knowledge pela Goldsmiths College, University of London (2014) com a tese “Performing Building Sites, a curatorial research in/on/through space”, Mestre em Arquitectura e Cultura Urbana pela UPC/CCCBarcelona (2003), Arquitecta licenciada pela FAUP (2001).

Juan Dominguez

Juan Dominguez é um palhaço conceptual, um cowboy mágico e um poeta modelo. Como criador e organizador nos domínios da coreografia e das artes performativas, o trabalho dele explora a relação entre diferentes códigos e insiste na completa dissolução entre ficção e realidade, usando o primeiro para produzir o último e vice-versa. Actualmente, está a trabalhar na construção de contextos que geram relacionamentos fortes e duradouras através da continuidade. Ele também está a trabalhar na ideia de co-autoria entre todos os agentes envolvidos numa experiência estética ao vivo. Alguns dos seus trabalhos são: The taste is mine (1999) All good spies are my age (2002), The Application (2005), Shichimi togarashi (2006), All good artists my age are dead (2007), blue (2009), Clean Room Pilot (2010), Characters arriving (2011), Clean Room Season 1 (2012), Clean Room Season 2 (2014), El Triunfo de la Libertad (2014), Clean Room Season 3 (2016), Between what is no longer and what is not yet (2016), Festival Avant-Garten (2017), My Only Memory (2018). Nos últimos 14 anos, foi curador de diferentes festivais e programas. Ele foi, entre outros, diretor artístico do Festival In-Presentable / La Casa Encendida (2003-12), co-diretor do Living Room Festival (2010-13), co-curador de Picnic Sessions no C2M-Madrid (2013- 15), co-diretor do Festival Avant-Garten no International Sommer Festival Kampnagel-Hamburg (2017).

http://juandominguezrojo.com

© Julie Lèfevre

Katerina Andreou

Katerina Andreou é performer e coreógrafa de Atenas e vive na França. Formou-se na Universidade de Direito de Atenas e na Escola de Dança da Grécia. Frequentou o mestrado ESSAIS em investigação e coreografia na CNDC d ‘Angers, sob a direção de Emmanuelle Huynh. Participou no projeto TRANSFABRIK, uma investigação sobre a curadoria na França e na Alemanha, dirigida por Franz Anton Cramer e Yvanne Chapuis. Andreou é membro do colectivo Emanticipation, iniciado por Emmanuelle Huynh e François Quintin. Ela colaborou com DD Dorvillier, Lenio Kaklea, Dinis Machado, Emmanuelle Huynh, Anna Gaiotti, Ana Rita Teodoro. A sua última produção A kind of fierce foi premiada com o Prix Jardin d’Europe no ImpulsTanz Festival 2016.

© Georg Gatsas

Ligia Lewis

Ligia Lewis é coreógrafa e performer. Ela cria coreografias afetivas enquanto interroga as metáforas e as inscrições sociais do corpo. O seu trabalho é profundamente pessoal e pode ser descrito como experiencialmente rico e complexo. Dentro da sua prática, Lewis continua a provocar as nuances de incorporações. As suas coreografias são: Sensation 1, $$$, Sorrow Swag, Melancholy: A White Mellow Drama e Minor Matter. Minor matter para o teatro é o mais recente trabalho de Lewis que completa a segunda parte da sua trilogia, que começa com Sorrow Swag in blue. Lewis foi premiada com o Prix Jardin d ‘Europe por Sorrow Swag e nomeada para um Bessie Award por Minor Matter. O seu trabalho foi apresentado em múltiplos contextos, incluindo os seguintes Hebbel am Ufer Theater, Berlin; Tate Modern, London; Donau Festival, Krems; Abrons Arts Center/American Realness, NYC; Contemporary Arts Center, Cincinnati; Impulstanz, Vienna; Palais de Tokyo, Paris; Centre National de la Danse, Paris; Les Subsistances, Lyon; Kunst-Werke Berlin; NGBK gallery, Berlin; Human Resources Los Angeles, FLAX/Fahrenheit, Los Angeles; Tanzhaus, Zurich; and Stedelijk Museum, Amsterdam. Ela colaborou com artistas como: Nkisi & Chino Amobi of NON WORDLWIDE, Twin Shadow e Wu Tsang. Como performer trabalhou com Ariel Efraim Ashbel, Eszter Salamon, Mette Ingvartsen e Kat Valastur, entre outros.

http://ligialewis.com

Lilia Mestre

Lilia Mestre (Lisboa, 1968) é uma artista e investigadora de artes performativas baseada em Bruxelas, onde trabalha principalmente em colaboração com outros artistas. Ela interessa-se pela prática artística como uma ferramenta de mediação entre os vários domínios da existência semiótica. Seu principal médium é a dança e coreografia. Mestre trabalha com assemblages, scores e estratégias inter-subjetivas como artista, curadora, dramaturga e professora. Ela foi co-fundadora e coordenadora do Bains Connective Art Laboratory. Desde 2008, foi mentora, orientadora de workshops e curadora associada do programa a.pass ((advanced performance and scenography studies), onde tem vindo a desenvolver uma pesquisa em scores como uma ferramenta pedagógica com o nome de ScoreScapes. Desde 2017, é co-diretora e coordenadora artística do a.pass.

http://www.bains.be/

Maria Jerez

Maria Jerez trabalha principalmente na Europa. Ela está interessada no indizível. O seu trabalho está localizado “entre” coreografia, cinema e artes visuais. Ela produziu as peças “The Case of the Spectator”, “This Side Up”, “The Perfect Alibi”, “ba-deedly-deedly-doedly-dum ba-boop-beopop!”, “Alma de Rímel & The Glammatics”, ” BLOB” desenvolvido no seu projeto ” What is Third ” e ” Yabba”. Ela dirigiu o filme “The Movie” (2008) dentro do projeto “The Neverstarting Story”, uma colaboração entre Amaia Urra, Cristina Blanco e Cuqui Jerez, com quem colaborou em múltiplas ocasiões. Ela co-projetou e organizou o Living Room Festival (Madrid) com Cuqui Jerez, Luis Úrculo e Juan Domínguez. Ela é professora de Mestrado em Artes Performativas e Cultura Visual (Madrid). Em 2017, fez a co-curadoria das PICNIC SESSIONS na CA2M, Móstoles, Madrid.

http://mariajerez.tumblr.com

Marta Ziólek

Marta Ziółek é coreógrafa e performer. Graduou-se em estudos interdisciplinares individuais em Humanidades (MISH) na Universidade de Varsóvia e na School for New Dance Development em Amsterdão. O seu trabalho relaciona-se com a cultura pop e as novas tecnologias, identidade e novos rituais contemporâneos, bem como, com a exploração das fronteiras entre as artes visuais, a performance e coreografia.

http://www.martaziolek.com

Mårten Spångberg

Mårten Spångberg (Suécia, 1968) é um coreógrafo que vive e trabalha em Bruxelas. O seu trabalho gere as relações entre a estética e o mundo em que ele explora através de práticas que se sustentam em conceitos que atravessam os mediums da dança para a pintura, da escrita ficcional para o som. Em paralelo, tem sido uma figura proeminente no ensino, em diversas publicação e pensamento crítico. Os seus trabalhos mais recentes na dança contemporânea têm tido um forte reconhecimento internacional devido à sua ressonância proeminente com a cultura contemporânea. É professor de coreografia na art academy of Oslo e é artista associado da Black Box Teater também em Oslo.

http://martenspangberg.se

© Sonja Zugic 

Saša Asentić

Saša Asentić nasceu na Bósnia. Começou a trabalhar na Sérvia a produzir performances e a trabalhar na área cultural. Desde 2007, que o seu trabalho é apresentado internacionalmente. Asentić está interessado em explorar a relação entre o indivíduo e a sociedade e analisá-la em termos de coreografia social. Ele trabalha nas áreas da dança contemporânea, performance e artes inclusivas. Depois de ser vítima de violência na rua por um partido de extrema-direita e por estar fundamentalmente em desacordo com a corrupção no sector público da Sérvia, ele mudou-se para a Alemanha em 2011. Ele trabalha constantemente para prolongar a sua permissão de residência na Alemanha.

Simon Asencio

Simon Asencio (1988 França) é licenciado em Soft Sculpture e tem um MFA da HEAR-Haute École des Arts du Rhin, em Estrasburgo, e tem uma licenciatura na SNDO – for New Dance Development, em Amsterdão. A prática de Simon aborda coreografias invisíveis, muitas vezes usando substituição e aporia como meio para desenvolver, circular e apresentar o seu trabalho. Uma vez, disseram a Simon que ele era uma espécie de escolta de um novo tipo. Desde 2014, juntamente com Adriano Wilfert Jensen, ele co-dirige a galeria imaterial, Galerie. Ele também é um corpo para as obras de Jessica, uma performance prolongada de figuração da vida real e trabalha atualmente como um editor para ‘The Book of Rumours’. Ele se juntou-se ao The Army of Love em 2016.

http://www.galerie.international

Vânia Rovisco

Artista visual performativa, concluiu o Curso para Intérpretes de Dança Contemporânea do Forum Dança (1998-2000). Trabalhou como intérprete com Meg Stuart/Damaged Goods (2001-2007), Pierre Colibeuf; Helena Waldman; Gordon Monahan, entre outros. 2004 começou a fazer direção de movimento, leciona e pontualmente faz coaching desde de 2003. 2007, tomou a decisão de colocar o corpo no contexto da galeria de arte, concebendo instalações e performances, que tornou-se um alicerce na concepção do seu trabalho. Participou na Feira de Arte Contemporânea mOstra14/17. Seu projecto REACTING TO TIME, portugueses na performance, lida com a transmissão do arquivo vivo da performance em Portugal de finais dos anos 60. Recentemente estreou a peça de grupo Equanimidade – Ânimo Inalterável no festival Walk & Talk em Ponta Delgada, Açores.

https://vaniarovisco.wordpress.com