MÓDULO III

14 A 20 DE OUTUBRO

14 a 15 de Outubro

MIRA | Artes Performativas

Something doing

Lilia Mestre

14h-16h

Irei fazer propostas relacionadas com o tactear como um condutor para nos aproximar um ao outro, ao lugar e ao contexto em que estaremos incluídos. Iremos trabalhar com a pele, os dedos e as mãos como uma tecnologia para entrar em contacto, como ferramentas para alcançar, para ficar mais perto, anexar, separar, procurar, … tanto quanto a linguagem o permite. Para usar o que lá existir como materiais para o fazer. Eu estou interessada em lugares de convergência entre o sentir, fazer e pensar e encontrar uma co-habitação num campo de atenções diversas.

14 a 15 de outubro

MIRA | Artes Performativas

STUTTTTERING!

Katerina Andreou

16h-18h

Estou interessada em práticas que observam a lacuna ou o vínculo entre autoridade e autonomia. Práticas que colocam o corpo numa situação de contraste onde a noção de controle torna-se o próprio motor de acção e reação. Em Stuttttering!, o objetivo é confundir o impulso e a censura, para nunca deixar que uma ideia de consistência seja apreendida, acreditar-se numa ruptura constante, obedecer-se e revoltar-se ao mesmo tempo, esquecer e nunca projetar enquanto se faz, trabalhar com contraste. Vou assim, querer acreditar que a confusão clarifique o nosso modo de pensar até um ponto em que a intuição assuma o controle para o movimento sobreviver. E assim, iremos aguardar até que a dança entre discretamente.

17 a 20 de Outubro

Ateneu Comercial do Porto

Transformation by repetition

Björn Säfsten

14h-16h30

Nestas sessões, vamos experimentar a práxis que Säfsten está a desenvolver para o seu próximo projeto, Landscapes of I, a prática é construída sobre um investigar táctil de movimento, som e respiração, onde a análise táctil e a consciência impulsionam a transformação do material em que trabalhamos. Conduzir a consciência de alguém é transformar o que se observa. Introduzindo a consciência, as coisas alteram-se e através do coreografar da mente é demonstrado o que está em risco. O método pode ser usado para desactivar o nosso património do movimento bem como para a produção de material coreográfico. É uma experiência física de transformação através da repetição, onde o performer precisa de justapor o seu desejo de produzir e controlar em contraste com a realização da transformação subconsciente que está sempre a mover-se dentro do corpo.

17 a 20 de outubro

Ateneu Comercial do Porto

FEEDING

Andros Zins-Browne

16h30-19h00

Na intersecção entre o alimentar a nós mesmos/consumir (a nós mesmos) e a produção de (o consumo de) fluxos intermináveis ​​de informações e imagens – é uma organização social adormecida; um modo de estarmos juntos e não, uma rede de alimentação como a de um grupo de animais num bando. Andros liderará o grupo em algumas das práticas físicas de Feeding, que seguem a linha do seu trabalho, deslocando mundos digitais e virtuais para o analógico através de expressões corporais.

18 a 20 de Outubro

Ateneu Comercial do Porto

Comprehension and Constitution

Chrysa Parkinson

10h-13h

Como é constituído um performer? O que é que eles constituem? Como é compreendido, o que eles constituem? Os performers confrontam-se com o facto, de que não podem controlar como eles são percecionados. Em vez disso, eles incluem a sua percepção e a dos outros, como um material também para ser trabalhado. Estou fascinada por este processo de materialização: este trabalho paradoxal e subalterno no qual os performers envolvem-se com precisão, desejo e risco. Durante este encontro no Porto, vou propor scores para performance e tarefas físicas para desenvolver contextos rápidos para trabalhar com compreensão, constituição, plasticidade e falhas. Escrever, falar, ouvir, memorizar e mover-se serão os modos que iremos usar.